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  Nome: João Rodrigues Azenha
E-mail: joaorazenha@netc.pt
Mini-biografia:
Chamo-me João Manuel Veiga Rola Rodrigues Azenha, tenho 29 anos e resido na Figueira da Foz.
 
 
Reduzir a dependência do petróleo aproveitando o recurso natural mais abundante em Portugal – a água do mar
Reduzir a dependência do petróleo aproveitando o recurso natural mais abundante em Portugal – a água do mar Texto da Proposta

Quando se fala em energias renováveis e da dependência energética de Portugal, o estado deve ser o 1º a dar o exemplo. Para tal num prazo de 8 a 10 anos, o Estado devia reconverter todos os seus veículos automóveis, em veículos movidos a hidrogénio. Estes veículos tanto poderiam ter motores de combustão a hidrogénio (como algumas experiencias bem sucedidas levadas a cabo pela BMW)- devera-se dar preferência a esta tecnologia uma vez que se poupa o peso das células de combustível e do espaço que estas ocupam ; ou terem motores eléctricos alimentados por células de combustível (sendo esta a tecnologia mais conhecida). Esta reconversão era também extensível aos transportes públicos rodoviários logo que a rede de distribuição de hidrogénio estivesse funcional. De fora desta reconversão ficariam alguns veículos de emergência e militares que devido a sua especificidade não fosse viável usarem esta tecnologia.
Fundamentação

O hidrogénio que seria utilizado iria ser obtido através da electrólise da água do mar, sendo a energia utilizada neste processo proveniente exclusivamente de fontes renováveis, como eólica ou foto voltaica. Deste modo as emissões de CO2 eram virtualmente reduzidas a zero.

O desenvolvimento destas unidades de produção de hidrogénio deveria ser feito por universidades portuguesas criando oportunidade de investigação e de emprego aos jovens estudantes do ensino superior.

Assim conseguia-se:

1-      Reduzir a dependência energética do exterior.

2-      Reduzir as emissões de CO2

3-      Criar oportunidades de investigação aos jovens

...
João Rodrigues Azenha
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Comentários
@Carla - September 15 2009, 13:09
Titulo: Outras energias
Resposta: Realmente é peremptório dar primazia à procura de novas formas de energias, bem como da sua implementação. No entanto, para além da energia hídrica também se pode aproveitar mais a biomassa, distribuindo, por exemplo decompositores gratuitamente. Quanto aos carros o governo devia dar mais incentivos à troca de carros velhos por carros híbridos.
@Carla - September 15 2009, 13:09
Titulo: Outras energias
Resposta:
@Vítor Rodrigues - September 11 2009, 15:09
Titulo: Uma coisa de cada vez
Resposta: Neste momento assiste-se ao advento das energias eólica e solar. Esta expansão que está a acontecer em Portugal fortemente nos últimos 4 a 5 anos é o culminar de aproximadamente 30 anos de investigação e desenvolvimento. Só agora a tecnologia atingiu um nível de maturação em que se torna sustentável o investimento. Nos casos da energia das marés e das fuel-cells caminham-se agora os primeiros passos, temos de ter paciência... O projecto Pelamis está com alguns problemas de ordem técnica, temos de ter em atenção que a água do mar é um meio de trabalho dificílimo, trata-se de um ambiente altamente agressivo mecanica como quimicamente. Em relação à proposta do amigo João Azenha, tenho a dizer que concordo com ela parcialmente. O Governo tem de dar o exemplo, aliás, toda a classe política tem essa responsabilidade. Mas ao invés de dar o exemplo com uma tecnologia embrionária deveria fazê-lo de duas formas alternativas: - Utilizar veículos eléctricos no seguimento do protocolo e da futura (???) fábrica da Nissan; - Finalmente introduzir no nosso quotidiano o GNL (gás natural liquefeito) e converter os seus automóveis para este combustível. Tudo bem que também se trata de um combustível fóssil mas tem a vantagem de ter uma grande componente de metano e etano sendo o racio de qualidade de queima / emissões muito vantajoso, por outro lado, o gás natural é o combustível do momento e, comparando com o petróleo, é geopoliticamente muito vantajoso para Portugal.
@Fernando Almeida - September 10 2009, 14:09
Titulo: O exemplo da energia das marés
Resposta: Sem dúvida que o Estado deve dar o exemplo e apostar nas energias renováveis. Deve-se reconhecer que o actual Governo tem dados passos positivos neste sentido, sobretudo no domínio da energia eólica, mas outras fontes renováveis de energia têm sido esquecidas. Um caso enigmático é a energia das marés que é o principal recurso natural de excelência existente em Portugal. Tenho acompanhado com alguma atenção este processo, e já há alguns anos atrás a Escola de Gestão do Porto (EGP) constituiu um grupo de trabalho para criar um projecto executivo para a exploração desta tecnologia. Aliás, este projecto foi patrocinado por algumas empresas de referência em Portugal. Contudo, os seus resultados estão longe de atingirem as expectativas iniciais. A tecnologia para o aproveitamento desta energia não se encontra ainda totalmente desenvolvida, apesar de existirem algumas patentes no mercado internacional, mas a qualidade das soluções encontradas encontra-se ainda distante do que acontece no caso da energia eólica. Existe um parque em funcionamento parcial na Aguçadoura (Póvoa de Varzim) e dois projectos de alguma dimensão em Peniche e na Figueira da Foz. A exploração da energia das marés suscita um grande interesse, mas os resultados em termos de produção energética para a rede nacional são totalmente residuais. Torna-se necessário, portanto, apostar mais na investigação junto das universidades, criar parcerias público-privadas neste domínio e criar condições para que os jovens apostam possam seguir uma carreira na área de investigação desta tecnologia. Lanço também um alerta para que as empresas portuguesas não desistam da exploração desta tecnologia, pois surgem cada vez mais empresas internacionais interessadas em explorar este recurso natural em Portugal. Existe um elevado potencial para a exploração da energia das marés e não se pode desistir, apesar das dificuldades iniciais encontradas e decepções que se encontram inerentes.
 
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