JSD

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Anteriores líderes

Revisitando as lideranças

São oito* os antigos Presidentes das Comissões Políticas Nacionais da JSD. Desde que a função existe formalmente foi desempenhada por pessoas muito diferentes. Os seus princípios e valores são semelhantes mas as épocas de mandato bem distintas. E são estas que influenciam o exercício do Poder.

Porque os homens e as instituições são fruto do seu tempo, aqui deixamos o enquadramento histórico das lideranças da JSD.

 

* António Rebelo de Sousa e António Fontes assumiram posições de liderança numa altura em que o cargo de “Presidente” não havia ainda sido criado.

  • Duarte Marques

    Duarte Marques nasceu em Lisboa, em 1981. É licenciado em Relações Internacionais, pelo Instituto de Ciências Sociais e Políticas. Aos 21 anos, trabalhou como Assessor Político na Presidência de Conselho de Ministros e desde 2005 até ter assumido as funções de Presidente da JSD foi Chefe de Gabinete do Grupo do PSD do Parlamento Europeu. Foi eleito Vogal da Comissão Política Nacional da JSD em 2006, em 2008 foi Vice-Presidente e desde Novembro de 2010 a Dezembro de 2012 foi Presidente da JSD.

    Exerce actualmente o cargo de Deputado à Assembleia da República, eleito pelo círculo eleitoral de Santarém.

    Fala inglês, espanhol e francês.

  • Pedro Rodrigues
    Pedro Rodrigues

    Liderança: Abril/2007 a Novembro/2010

     

    Os Partido devem mudar a sua linguagem para com os jovens e adoptar bandeiras de futuro, alinhadas com os interesses da juventude portuguesa. Se não o fizeram, vão continuar a acusar os jovens de alheamento político sem perceberem que a culpa é de um certo modo de actuação que nunca se preocuparam em modernizar.

     

    Os dois mandatos de Pedro Rodrigues decorrem durante os governos socialistas de José Sócrates, tendo estado cerca de três anos e meio em oposição.

    No lado do PSD, “coabitou” com as lideranças de Luís Marques Mendes, Luís Filipe Menezes, Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho.

    Trabalhando com quatro presidentes do Partido, a JSD de Pedro Rodrigues foi não só um referencial de estabilidade mas também de irreverência. Na memória ficam iniciativas como as do “Pinócrates” e “Vamos correr com o Sócrates”, que aliaram o aguçado ataque político a um mediatismo que a Jota soube recuperar para si.

    Os temas do Arrendamento Jovem e do Desemprego são elevados à categoria de bandeiras prioritárias, sendo que no primeiro caso o Governo veio a atrás a iniciativa da JSD, reconhecendo o seu mérito.

    Pedro Rodrigues combate igualmente o afastamento dos jovens da política: é com esse objectivo que nasce a “Formação Sub-18”, mini-curso de política de grau 1 ministrado nas escolas.

    Finalmente, é com esse presidente que a JSD lanças as primeiras publicações sobre a sua História: “O tempo dos líderes” e “Histórias da JSD”, lançadas respectivamente no 34ª Aniversário e XXI Congresso.

     

    Principais acontecimentos durante o seu exercício:

    Set/2007 - Luís Filipe Menezes torna-se líder do PSD

    Mai/2008 – PSD elege Manuela Ferreira Leite em Eleições Directas

    Ago/2008 – Crise do Subprime nos EUA atinge o seu auge com a falência de empresas fulcrais para o mercado financeiro mundial

    Jan/2009 – Barack Obama vence presidenciais norte-americanas

    Jun/2009 – PSD vence as eleições europeias, elegendo 8 eurodeputados para o PPE

    Set/2009 - Durão Barroso é reeleito Presidente da Comissão Europeia

    Set/2009 - José Sócrates renova o mandato como PM, mas PS perde a maioria absoluta.

    Out/2009 – Programa “Erasmus 1º emprego”, proposta eleitoral da JSD, é aprovada no Parlamento Europeu

    Mar/2010 - Eleições Directas no PSD: Pedro Passos Coelho torna-se Presidente

  • Daniel Fangueiro
    Daniel Fangueiro

    Liderança: Março/2005 a Abril/2007

     

    Há dois palcos fundamentais para a JSD, pelos quais me empenhei: o Associativismo Jovem e o espaço autárquico. É aí que primeiro sentimos o chamamento para a causa pública e em que tentamos melhorar a nossa terra, o nosso meio.(Daniel Fangueiro)

     

    Daniel Fangueiro foi o líder que contribuiu para um feito histórico do PSD: a eleição presidencial de Aníbal Cavaco Silva, em que muito se fez sentir a mobilização da JSD.

    Foi um mandato repleto de actos eleitorais, todos ganhos pelo Partido: Presidenciais, Regionais e Autárquicas.

    Nestas últimas a JSD voltou a conseguir um extraordinário número de mandatos, premiando o trabalho local dos seus quadros, tradicionalmente motivados para servir as suas gentes.

    As eleições Legislativas que antecederam o seu mandato ditaram que Daniel Fangueiro estivesse quase todo o seu mandato sem o apoio de Deputados da JSD. Ainda assim, conseguiu-se uma boa relação com o Grupo Parlamentar, nomeadamente na Lei do Associativismo Jovem.

    Formação política, combate à abstenção e relações internacionais integraram a sua liderança. Neste último campo, conseguiu-se, pela primeira vez, presidir ao European Democratic Studants.

     

    Principais acontecimentos durante o seu exercício:

    Abr/2005 - Marques Mendes é eleito líder do PSD.

    Out/2005 - Eleições autárquicas, pautadas por nova vitória do PSD.

    Jan/2006 - Cavaco Silva é eleito Presidente da República.

    Mai/2006 - Primeiras eleições directas no PSD: militantes elegem Marques Mendes.

    Fev/2007 - Após referendo, Portugal despenaliza o aborto.

    Fev/2007 - Alberto João Jardim demite-se em protesto contra a Lei das Finanças Regionais, reforçando em seguida a sua maioria.

  • Jorge Nuno Sá
    Jorge Nuno Sá

    Liderança: Setembro/2002 a Março/2005

     

    Sejam humildes mas com personalidade, tenham intervenção sem serem inoportunos, sejam combativos mantendo a educação.

    Também é possível fazer política não tendo personalidade, sendo inoportuno e grosseiro, mas não na JSD… (Jorge Nuno Sá)

     

    Jorge Nuno Sá fez quase todo o seu mandato num quadro de Poder: conviveu com os Governos de Durão Barroso e de Santana Lopes.

    Foram tempos em que o natural inconformismo da JSD teve de esgrimir forças com o seu sentido de responsabilidade e solidariedade com o Partido.

    A JSD teve um “grupo parlamentar” que chegou a ser mais numeroso que toda a oposição à esquerda do PS. Houve muita capacidade de intervenção e a Jota esteve no centro das decisões sobre juventude.

    Educação e Ensino Superior foram áreas de intervenção por excelência deste mandato, nunca esquecendo as campanhas de Prevenção de Riscos e a profunda reflexão sobre o Sistema Político.

    Jorge Nuno Sá é também o presidente do fim do Serviço Militar Obrigatório: um combate de muitos anos e ganho com grande esforço (o líder do parceiro de coligação era Ministro da Defesa e grande adepto do SMO…).

    O seu exercício fica também ligado à Universidade de Verão da JSD, PSD e Instituto Sá Carneiro: um evento anual de formação de quadros que se tornou num ícone da rentrée política em Portugal.

     

    Principais acontecimentos durante o seu exercício:

    Fev/2003 - Entra em vigor o Tratado de Nice

    Mar/2003 - Cimeira das Lajes, com Bush, Blair, Aznar e Barroso: Iraque sobre a mesa

    Nov/2003 - GNR parte para o Iraque

    Jun/2004 - Durão Barroso, convidado a presidir a Comissão Europeia, abandona cargo de PM

    Jul/2004 - Santana Lopes substitui Barroso e forma Governo, igualmente coligado com o CDS-PP

    Dez/2004 - Sampaio dissolve Parlamento e convoca legislativas

    Fev/2005 - José Sócrates torna-se PM, com maioria absoluta

  • Pedro Duarte
    Pedro Duarte

    Liderança: Setembro/1998 a Setembro/2002

     

    Para a credibilização externa da JSD, é importante que se privilegie a sustentação política e técnica das diferentes e incontáveis propostas que defendemos, em prejuízo do mediatismo que se esgota na espuma dos dias.(Pedro Duarte)

     

    Pedro Duarte é o presidente que transporta a JSD para o mediatismo moderno: nos seus mandatos a JSD ocupa o espaço noticioso e suplanta largamente a visibilidade das restantes jotas.

    A preocupação com a imagem notou-se, por exemplo, no uso das novas tecnologias: a JSD foi a primeira organização política de juventude a ter um site (polémico na altura) e a transmitir on-line o seu Congresso Nacional.

    O tempo de Pedro Duarte divide-se em Oposição e Poder. Em ambas as situações, consegue-se continuar a elevar a irreverência a altos patamares. A Prevenção de Riscos (Prostituição, Toxicodependências, Educação Sexual) foi prioridade no mandato, partilhado espaço mediático com intenso trabalho nos campos do Associativismo e Educação (Estatuto do Aluno e Ensino Superior).

    O 11 de Setembro e as lutas por Timor livre estarão também muito ligados ao seu tempo.

     

    Principais acontecimentos durante o seu exercício:

    Nov/1998 - Referendo sobre a regionalização, com vitória do “não”

    Mai/1999 - Durão Barroso torna-se líder do PSD.

    Out/1999 - PS volta a vencer legislativas com maioria relativa.

    Jan/2001 - Jorge Sampaio renova mandato presidencial.

    Mar/2001 - Legalizadas as uniões de facto e reconhecidos direitos a casais homossexuais.

    Jul/2001 - Descriminado o consumo de drogas leves.

    Dez/2001 - Guterres demite-se de Primeiro-Ministro na sequência de maus resultados das eleições autárquicas.

    Jan/2002 - Euro, moeda europeia, substitui as moedas nacionais.

    Mar/2002 - Durão Barroso ganha legislativas com maioria relativa e chefia coligação com CDS-PP, com maioria absoluta no Parlamento.

  • Jorge Moreira da Silva
    Jorge Moreira da Silva

    Liderança: Dezembro/95 a Setembro/98

     

    A nossa acção cumpriu a função de posicionar ideologicamente a JSD na fronteira esquerda do PSD. É lá que me sinto bem. E é lá que a JSD sempre esteve, desde a sua fundação.(Jorge Moreira da Silva)

     

    “Estabilidade” é a palavra que pode definir os dois mandatos de Jorge Moreira da Silva. António Guterres acabara de se tornar Primeiro-Ministro (fica 6 anos no Poder) e, meses depois, Jorge Sampaio inicia funções em Belém (10 anos de exercício). De igual modo, Marcelo Rebelo de Sousa PSD torna-se líder do PSD (3 anos).

    Foram tempos em que a JSD teve espaço para trabalhar, sem reviravoltas no funcionamento das instituições. Mas foi também tempo de reconquistar a confiança de uma juventude desavinda com o final do cavaquismo, e que exigia o regresso à irreverência.

    Jorge Moreira da Silva é também o presidente que reaviva as bandeiras da Educação, Droga e Segurança Social, e aquele que tem de lutar (com sucesso) pela manutenção da representatividade da JSD no PSD, em risco devido a uma revisão estatutária.

     

    Principais acontecimentos durante o seu exercício:

    Jan/1996 - Jorge Sampaio vence presidenciais contra Cavaco Silva.

    Abr/1996 - Marcelo Rebelo de Sousa eleito líder do PSD.

    Dez/1996 - Ramos-Horta e Ximenes Belo recebem Nobel da Paz. Timor ainda não é livre.

    Mai/1998 - Abre a Expo 98, em Lisboa.

    Jun/1998 - Referendo sobre o aborto, com vitória do “não”.

  • Pedro Passos Coelho
    Pedro Passos Coelho

    Liderança: Março/1990 a Dezembro/1995

     

    Quase tão importante como as bandeiras que defendemos é a maneira  como  lutamos por elas: as convicções não justificam tudo mas tudo deve ser feito com convicção, para valer a pena.(Pedro Passos Coelho)

     

    Pedro Passos Coelho teve a mais longa liderança na JSD. Os seus mandatos acompanharam a presença do PSD no Poder e as dificuldades de afirmação que essa responsabilidade naturalmente implica. Ainda assim, no seu tempo a JSD conheceu uma popularidade ímpar. Passou a ser “in” militar na Jota.

    O fervilhar da UE pairou sobre o seu mandato: União Económica e Monetária, Mercado Único Europeu, Acto Único Europeu, Espaço Schengen eram expressões do dia-a-dia. E transformações que se reflectiam directamente na vida dos portugueses.

    Tempos complicados foram os do final de mandato. A JSD teve de conciliar o apoio ao Governo com a defesa dos estudantes. A gestão dos dossiers “Propinas” e “Prova Geral de Acesso” nem sempre foi fácil, provocando tensões entre a JSD e o Partido.

     

    Principais acontecimentos durante o seu exercício:

    Abr/1990 - Durão Barroso, Secretario de Estado da Cooperação, inicia negociações para a paz em Angola.

    Jan/1991 - Mário Soares é reeleito Presidente da República.

    Out/1991 - Cavaco Silva renova maioria absoluta.

    Jan/1992 - Portugal assume pela primeira vez a presidência da EU.

    Fev/1992 - Tratado de Maastrich substitui CEE pela EU: o início da cidadania europeia.

    Fev/1995 - Fernando Nogueira eleito líder do PSD.

    Out/1995 - António Guterres (PS) vence legislativas com maioria relativa.

  • Carlos Coelho
    Carlos Coelho

    Liderança: Outubro/1986 a Março/1990

     

    A coexistência da JSD com um PSD no Poder não prejudicou a sua postura crítica. Afirmou-se sempre com dignidade e qualidade, alicerçando a sua acção na Formação de novos quadros políticos. (Carlos Coelho)

     

    Carlos Coelho é o Presidente da exigência e da qualificação. Estará para sempre ligado à formação de jovens quadros políticos e ao rigor no desempenho de qualquer tarefa. É esse o seu legado às gerações vindouras.

    Foi um dos responsáveis pelo PPJP, marca distinta da Juventude Social Democrata: olhar para o futuro como barro para moldar.

    Pelos mandatos de Carlos Coelho passou um intenso trabalho em três áreas fundamentais para a JSD: cidadania jovem (a Lei das Associações de Estudantes foi um diploma inédito que lançou as bases para os anos seguintes), toxicodependência (o primeiro relatório parlamentar sobre este problema) e o ambiente.

    Finalmente, Carlos Coelho envolve a JSD nas relações internacionais, como são exemplo a oposição ao Cemitério Nuclear em Espanha e os massacres da Praça de Tianamen.

     

    Principais acontecimentos durante o seu exercício:

    Abr/1987 - Governo de Cavaco Silva cai com a aprovação de uma moção de censura apresentado pelo PRD.

    Mar/1987 - É assinada a devolução de Macau à China.

    Jul/1987 - Cavaco Silva ganha as legislativas com maioria absoluta. É a primeira vez que um único partido atinge essa meta.

    Mai/1988 - Criado o primeiro enquadramento legal para as reprivatizações.

    Jun/1989 - Revisão Constitucional aprova reprivatizações no sector público e elimina expressões revolucionárias no texto constitucional.

  • Pedro Pinto
    Pedro Pinto

    Liderança: Novembro/1982 a Outubro/1986

     

    Exercermos a acção política ao lado e com a Juventude Portuguesa é afirmarmo-nos como representantes dos jovens junto do e no Poder e não como comissários do Poder junto dos jovens. (Pedro Pinto)

     

    Pedro Pinto é um dos símbolos da independência da JSD face ao PSD. Combativo e corajoso, Pedro Pinto enfrentou a ira do Partido quando votou favoravelmente a Proposta de Lei de Despenalização do Aborto contra a indicação da bancada do PSD.

    O seu mandato ficou marcado por essas lutas de afirmação em que a identidade e autonomia da instituição saíram reforçadas.

    Lança-se o Projecto Político para a Juventude Portuguesa (PPJP), que mobiliza toda a estrutura num fortíssimo movimento de reflexão.

    Marcou-o igualmente a Guerra do Afeganistão, em que a JSD tomou parte activa na sensibilização da opinião pública para a transgressão que estava a ser cometida.

    Esse é também um dos traços da Jota: a solidariedade e a defesa dos Direitos Humanos.

     

    Principais acontecimentos durante o seu exercício:

    Dez/1982 - Pinto Balsemão demite-se de Primeiro-Ministro, pondo fim à AD. No PSD é substituído por Nuno Rodrigues dos Santos.

    Fev/1983 - Mota Pinto é eleito líder do PSD.

    Jun/1983 - Mário Soares lidera Governo do Bloco Central (PSD e PS).

    Nov/1983 - Aprovadas as primeiras leis de privatização (banca, seguros, cimentos e adubos).

    Jan/1984 - É legalizado o aborto em caso de violação, má-formação do feto ou risco para a mãe. PSD vota contra. JSD vota a favor.

    Fev/1985 - Mota Pinto demite-se de líder do PSD e de Vice-Primeiro-Ministro. Sucede-lhe Rui Machete.

    Mai/1985 - Cavaco Silva é eleito líder do PSD que rapidamente anuncia o fim do Bloco Central.

    Jun/1985 - Mário Soares assina a Adesão de Portugal à UE (na altura CEE).

    Out/1985 - Cavaco Silva ganha legislativas com maioria relativa.

    Jan/1986 - Portugal entra para a CEE.

    Fev/1986 - Mário Soares vence eleições presidenciais.

  • António Lacerda de Queiroz
    António Lacerda de Queiroz

    Liderança: Dezembro/1978 a Novembro/1982


    Lutava-se então pela solidificação da democracia, pela liberdade, pelos direitos do homem e pela instauração de um Estado de Direito. Tudo dentro de um modelo de sociedade específico, a social-democracia humanista e personalista. (António Lacerda de Queiroz)


    Formalmente, é o primeiro Presidente da JSD. Filiou-se logo em 1974: motivava-o a figura de Sá Carneiro e as lutas que o País estava obrigado a travar, se queria ser uma verdadeira democracia.

    Viveu intensamente o 28 de Setembro de 74, o 11 de Março de 1975, o cerco à Assembleia Constituinte, a censura, as perseguições e outros momentos marcantes.

    Assistiu ao dealbar da democracia portuguesa, seus avanços, recuos e muita instabilidade governativa.


    Principais acontecimentos durante o seu exercício:

    Jan/1979 - Portugal torna-se membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU. À altura, Ramalho Eanes é Presidente da República e Carlos Mota Pinto é Primeiro-Ministro.

    Abr/1979 - Grande cisão no PSD: 37 Deputados passam a independentes devido a divergências com Sá Carneiro.

    Jun/1979 - Mota Pinto demite-se de Primeiro-Ministro. Sucede-o Maria de Lurdes Pintasilgo, num Governo que dura 4 meses.

    Jul/1979 - Sá Carneiro funda a Aliança Democrática (AD) com o CDS e o Partido Popular Monárquico.

    Dez/1979 - A AD ganha as Legislativas com maioria absoluta. Sá Carneiro torna-se Primeiro-Ministro em Janeiro.

    Dez/1980 - Morte de Francisco Sá Carneiro, Primeiro-Ministro e líder do PSD.

    Jan/1981 - Pinto Balsemão torna-se Primeiro-Ministro, com a AD.

    Ago/1982 - Revisão Constitucional põe fim a duas tutelas: do poder militar sobre o civil e do Presidente da República sobre o Governo. É o início do sistema político português como hoje o conhecemos.