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Salvar a Memória de Frei Tomás!

07 de janeiro

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Salvar a Memória de Frei Tomás!

Ficámos a saber, após reunião do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, que as Instituições de Ensino Superior manterão inalterado o seu financiamento em sede de Orçamento do Estado para o próximo ano. Esta manutenção do valor disponibilizado às Instituições de Ensino Superior públicas deve-se - nas palavras do Sr. Ministro, “às dificuldades económicas do atual mandato”.

O ensino superior e a qualificação dos portugueses têm de continuar a ser uma prioridade para qualquer país, seja em tempos de crescimento económico, seja em tempo de restrições.

Muito estranhamos por isso dois factos neste caso. Em primeiro lugar, como é que atribuindo a importância que o Partido Socialista diz atribuir a este setor, opta por manter inalterada a dotação às Universidades e Politécnicos... em ano de crescimento económico. Será que afinal a Educação já não é tão prioritária assim para o PS? Será que têm outras prioridades? Ou será que afinal todo o discurso da “asfixia” e da “destruição do ensino superior público” era afinal apenas uma vazia retórica panfletária? Quer o PS confessar que tudo quanto disse nos últimos anos sobre o pretenso coma das Instituições de Ensino superior era mera propaganda? Se assim é, estamos convencidos.

Que Bem prega Frei Tomás!

O segundo facto que nos causa estranheza é o conivente silêncio não só do Bloco de Esquerda (apesar de tudo, já mostrou ao que vinha), mas principalmente do Partido Comunista. Depois de 4 anos de luta, de contestação, de manifestações na rua, o histórico PCP vende as suas convicções a troco de absolutamente nada. Nem mais um euro para o ensino superior. Foi exatamente ZERO o valor que fez com que o PCP mudasse de opinião sobre a “destruição do ensino superior”, o abandono “em massa” dos estudantes nas instituições e o dito “miserável apoio social” aos estudantes.

O PS quer roubar o lugar do bom pregador Frei Tomás. Se o Partido Comunista, o Partido Ecologista “Os Verdes” e o Bloco de Esquerda se sentem bem neste papel, fique o país a saber que há quem não cale.